A verdade é que não existiria nenhum sentido em passar despercebido por olhares curiosos que te condenam, não teria a mínima graça. Você já parou pra pensar o quanto é engraçado estar andando no meio da rua e começar a pular, a dançar, a cantar e perceber que todos estão te olhando como se você fosse um louco? Na verdade, essas mesmas pessoas dariam tudo para estarem realizando as mesmas ações que você, mas preferem suas vidinhas medíocres a serem felizes. As pessoas mentem tanto sobre elas mesmas que até se esquecem de si. Você anda por uma rua e milhares de olhares de fitam, mas você não nota porque eles sempre desviam o olhar quando você vira para fita-los, engraçado não? Todos olham uns aos outros para terem a certeza de que sempre irá existir alguém mais estranho, alguém mais feio, alguém mais repugnante que você mesmo. Incrível a satisfação e o prazer que as pessoas têm em notar os outros e apontar os defeitos dessa pessoa, é como se fortalecesse, como se fosse bom saber que, por pior que você seja sempre irá existir alguém bem pior. É a lei da natureza e as pessoas se alimentam disso, se alimentam do prazer de julgar os outros por um simples olhar, por uma simples olhada no visual de alguém. É extremamente extraordinário a importância que as pessoas dão a um visual descolado, uma lista de amigos badalada e um ciclo social totalmente renomado. O amor não é mais o mesmo e as pessoas nem se dão o trabalho de tentar amar da maneira certa, as amizades tornaram-se coisas artificiais e encontrar um verdadeiro amigo é difícil nesses tempos. Se nós formos deixar de viver por cada pessoa que nos fita com um olhar que nos condena, por cada um que nos rejeita porque não gostou da nossa aparência ou porque não gosta das pessoas com que andamos. Se nós formos realmente ligar para o que os outros pensam, nós definitivamente deixaremos de viver a nossa vida para sermos controlados pela sociedade hipócrita e desonesta que nos envolve.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Tempos difíceis para os sonhadores...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Useless...
Estou olhando para o livro de Física, uma prova me espera amanhã, olho mais uma vez para o meu livro, sinto uma enorme vontade de dormir, não posso.
Me admira o fato de que a minha escola não se vê satisfeita com o fato de que já castiga os seus humildes alunos com provas todas as sextas-feiras, ela sempre tem que inventar provas no meio da semana também. Meu livro de física continua me chamando, ele está zombando de mim: “Você vai tirar uma nota ruim amanhã, porque você não está aqui estudando? Porque continua no computador?” Ok, shut up, você venceu. Pego meu livro e começo a ler sobre polias e roldanas, minhas pálpebras começam a se fechar, ah não, eu não vou dormir, o livro de biologia também me espera. Depois de longos estudos sobre mitocôndrias, plastos, núcleo, citoplasmas e blábláblá, eu penso que realmente estou livre, mas não, o querido curso de inglês está clamando pela minha presença... Seriously thinking about killing myself!
domingo, 4 de outubro de 2009
Falling Down...
Sinto como se o chão não mais pudesse suportar o meu peso, como se ele estivesse abrindo e eu nem ao menos tentasse fugir, eu estou simplesmente desmanchando em pedaços, será que as coisas podem realmente piorar?
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Such a normal day...
O simples “estrondo” que meu pai realiza ao abrir a porta já é o bastante para fazer com que eu abra meus olhos. Viro meu corpo e volto a dormir, uma tentativa em vão, levando em consideração o fato de que meu pai não sairá do meu quarto até que eu levante e mostre que estou verdadeiramente acordada. Sento-me na cama e pego meu celular: “05h52min, what the fuck? Porque meu pai sempre me acorda tão cedo?”, ainda com os olhos meio fechados ando pelo meu quarto, pego minha farda (maldita escola), saio esbarrando em tudo, acho que vou desmaiar de sono.
Meia hora dentro do banheiro, meu pai está prestes a ter um parto, ele ainda não entendeu que eu demoro pra me arrumar, bebo minha vitamina e volto para o banheiro para escovar meus dentes, dou uma última olhada no espelho, infelizmente estou pronta para ir pra escola. E, na rotina de sempre, fico conversando com meus amigos enquanto o sinal não toca para avisar do início de mais um dia de aulas entediantes e inacabáveis.
A aula vai começar... Meio dia, amém senhor, como em todos os dias espero até 12h40min para poder então voltar para casa. Me impressiona o fato de que o trânsito caótico da minha cidade só tende a piorar a cada dia e, só de imaginar que talvez eu seja uma dessas motoristas loucas e desequilibradas que saem batendo em todo mundo, eu simplesmente desisto da idéia de aprender a dirigir (ok é tudo brincadeira, eu serei uma ótima motorista).
Enfim casa! Tiro a farda ridícula do meu colégio e coloca a primeira roupa que encontro no meu armário, ligo o computador e, escutando “Star Girl” lembro que tenho uma prova de História e Geometria na sexta feira e deveria estar estudando, reúno toda a minha coragem e, vencendo todas as forças do mal que me carregam para a preguiça, desisto do PC e dirijo-me para o meu quarto. xx